Dor na virilha que aparece ao chutar e arrancar: o que a avaliação por imagem esclarece antes do tratamento

Dor na virilha em quem joga futebol pode ter várias causas. Veja como ultrassonografia e ressonância ajudam a diferenciar pubalgia e orientar o tratamento.

Responsável editorial: Dr. Renan Lederer, CRM 184.995 | RQE 143.358 · Publicado em 23 Set 2026 · 3 min

Em resumo

A dor na virilha em jogadores de futebol pode ter várias causas, e a pubalgia é apenas uma delas. A avaliação por imagem, especialmente ultrassonografia dinâmica e ressonância magnética, pode ajudar a diferenciar as estruturas envolvidas e orientar o tratamento, sem prometer cura ou prazo fixo de retorno.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica. O diagnóstico e o tratamento devem ser definidos por um médico, preferencialmente em avaliação presencial.

Dor na virilha em quem joga futebol não significa automaticamente pubalgia. A região concentra tendões, músculos, articulação do quadril, nervos e até estruturas da parede abdominal. A avaliação por imagem pode ajudar a separar esses quadros depois de um exame físico cuidadoso.

O que é pubalgia e por que ela confunde

Pubalgia é um termo usado para dor na região do púbis, comum em esportes com mudanças rápidas de direção e chutes repetidos. Ela costuma envolver sobrecarga dos tendões adutores e dos músculos abdominais próximos à sínfise púbica, mas também pode se sobrepor a alterações no quadril ou no nervo obturador. Os sintomas podem ser parecidos com os de uma lesão muscular ou de uma hérnia inguinal, por isso o exame físico e a imagem são complementares.

Como a avaliação por imagem pode ajudar

A ultrassonografia dinâmica permite observar os tendões e músculos enquanto a pessoa faz movimentos específicos, como apertar as pernas ou contrair o abdômen. Ela pode mostrar espessamento, perda do padrão fibrilar ou deslizamento alterado entre planos. A ressonância magnética complementa ao demonstrar edema ósseo na sínfise púbica, alterações nos tendões, sinais de impacto no quadril ou lesões labrais. Nenhum exame isolado fecha o diagnóstico: ele precisa conversar com a história e o exame clínico.

Quando procurar atendimento sem esperar

  • Inchaço importante na virilha que aumenta rápido ou impede de apoiar a perna
  • Febre, calafrios ou vermelhidão na região
  • Dor súbita e forte no testículo ou no escroto
  • Dormência ou fraqueza na perna do mesmo lado
  • Estalido seguido de deformidade, hematoma grande ou incapacidade de mover o quadril
  • Dor que acorda à noite ou que não melhora nem em repouso

Esses sintomas podem indicar quadros que precisam de avaliação imediata, no mesmo dia, em pronto-socorro. Não espere agendar consulta eletiva para esses casos.

Tratamento guiado por imagem: quando pode ser considerado

Quando o tratamento conservador, com fisioterapia e ajuste de carga, não evolui como esperado, procedimentos guiados por ultrassom podem ser discutidos. Entre eles estão infiltrações com corticosteroides em doses baixas, hidrodissecção e bloqueios diagnósticos para confirmar a fonte da dor. Esses procedimentos não substituem a reabilitação e não têm o papel de curar isoladamente. Servem para reduzir a dor e melhorar a janela de trabalho da fisioterapia, em casos selecionados.

O que a evidência ainda não resolveu

Ainda não existe um critério único de imagem que defina pubalgia ou que preveja com certeza a evolução de cada paciente. Há variação entre os achados de imagem e os sintomas: pessoas com alterações semelhantes podem ter dores diferentes. Também não há consenso sobre qual tipo de infiltração é superior em todos os casos, e o tempo de retorno ao esporte continua sendo individual, baseado em critérios funcionais e não apenas no laudo.

Em São Paulo e Florianópolis, a avaliação com radiologista intervencionista MSK pode incluir ultrassonografia dinâmica e discussão do caso com o médico assistente. A consulta não substitui a avaliação presencial do ortopedista ou do médico do esporte, mas pode acrescentar informação para o plano de tratamento.

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Como este conteúdo foi produzido: texto redigido com apoio de inteligência artificial a partir de pauta, fontes e limites definidos pela equipe de Dr. Renan Lederer (CRM 184.995), que responde por ele. Publicado sob responsabilidade editorial do médico; a revisão clínica, quando registrada na plataforma, aparece nesta página com a data.

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Atendo em São Paulo e Florianópolis. Avalio cada caso de forma individual, com diagnóstico por imagem e foco em resultado real.

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Perguntas frequentes

Pubalgia tem cura?

Pubalgia, em geral, pode ser controlada e tratada com reabilitação e, em casos selecionados, procedimentos guiados por imagem. A palavra cura pode enganar, porque a região pode continuar sensível a sobrecarga. O objetivo costuma ser retorno à função e ao esporte com menor risco de recaída, sem garantia de que nunca mais haverá dor.

Como saber se a dor na virilha é pubalgia?

Não é possível saber apenas pelos sintomas, porque várias estruturas ficam próximas. A avaliação começa com exame físico e, quando o médico considera necessário, exames de imagem como ultrassonografia dinâmica ou ressonância magnética podem ajudar a separar quadros como tendinopatia adutora, osteíte púbica, hérnia inguinal ou lesão no quadril.

Quanto tempo leva para voltar a jogar com pubalgia?

Não existe prazo fixo. O retorno costuma ser progressivo, baseado em critérios funcionais como força, controle de movimento e ausência de dor em testes específicos, e não apenas em tempo. Cada pessoa responde de um jeito.

Qual exame de imagem é mais indicado para pubalgia?

Não existe um exame único que seja sempre o mais indicado. A ultrassonografia dinâmica pode ser útil para avaliar o deslizamento dos tendões durante o movimento, e a ressonância magnética oferece visão detalhada de osso, cartilagem e partes moles. O médico escolhe conforme a suspeita clínica.

A pubalgia sempre precisa de cirurgia?

Não. Na maior parte dos casos, o tratamento começa com fisioterapia, controle de carga e, quando há indicação, procedimentos guiados por imagem. A cirurgia pode ser considerada em situações específicas, mas a decisão é individual e depende da resposta ao tratamento conservador.

Dr. Renan Lederer: Formação e Credenciais

Médico radiologista diagnóstico e intervencionista em doenças do aparelho locomotor (MSK). Formado pela FMRP-USP, com residência em Radiologia na EPM-Unifesp e Fellow em Musculoesquelético no HC-USP (INRAD e IOT). Atua como Radiologista MSK no Hospital Albert Einstein e como Intervencionista no Hospital da Luz, com prática clínica orientada por evidências científicas.

Formação e atuação

  • Graduação em Medicina pela FMRP-USP (2016)
  • Residência em Radiologia e Diagnóstico por Imagem (EPM-Unifesp)
  • Fellow em Radiologia Musculoesquelética (HC-USP — INRAD e IOT)
  • Radiologista MSK no Hospital Albert Einstein
  • Radiologia do Esporte com a Confederação Brasileira de Rugby (CBRU)

Autoria e responsabilidade: o conteúdo desta página é publicado sob responsabilidade editorial do Dr. Renan Lederer, com as fontes consultadas listadas acima. Quando há revisão clínica registrada, a data aparece no topo da página.

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