Cotovelo de golfista (epicondilite medial): a dor no lado de dentro do cotovelo

Menos famosa que a do tenista, a epicondilite medial dói no lado de dentro do cotovelo e também não escolhe golfistas: aparece em quem faz força de pegada e flexão do punho. Entenda a diferença e como tratar com paciência.

Revisado por Dr. Renan Lederer, CRM 184.995 | RQE 143.358 · Revisado em 24 Jul 2026 · 6 min de leitura

Em resumo

A epicondilite medial, ou cotovelo de golfista, é a sobrecarga e a degeneração dos tendões que se prendem na parte de dentro do cotovelo, responsáveis por fletir o punho e os dedos. Causa dor no lado interno do cotovelo, que piora ao apertar, torcer ou levantar peso. Assim como o cotovelo de tenista (que é do lado de fora), atinge muito mais gente do que golfistas. O tratamento é principalmente conservador, com fortalecimento progressivo e paciência.

Todo mundo já ouviu falar do cotovelo de tenista. Mas existe um primo menos famoso e igualmente incômodo: o cotovelo de golfista, que dói no lado de dentro do cotovelo. E, assim como o outro, ele não escolhe atletas: pega quem faz força de pegada e flexão do punho no dia a dia.

Neste texto explico o que diferencia os dois, por que esse tendão dói e por que a pressa pela cirurgia quase nunca se justifica.

Mesma história, lado oposto

Na parte de dentro do cotovelo, os tendões que fletem o punho e os dedos se prendem num ponto comum. Sobrecarregados de forma repetida, eles sofrem microlesões e degeneração. É o espelho do cotovelo de tenista, que acontece do lado de fora. Apesar do sufixo 'ite', o problema é mais de desgaste do que de inflamação.

O que ajuda de verdade

  • Ajustar as atividades que disparam a dor, sem parar completamente de usar o braço.
  • Fortalecimento progressivo do antebraço, o pilar do tratamento moderno.
  • Fisioterapia e controle da dor para sustentar a reabilitação.

Atenção a um detalhe: bem ao lado desse ponto passa o nervo ulnar. Por isso, quando uma infiltração é indicada, a orientação por ultrassom é ainda mais importante para tratar com precisão e segurança.


Se a dor no lado de dentro do cotovelo anda atrapalhando seus gestos, ela tem tratamento e quase sempre sem cirurgia. Agende uma avaliação e vamos montar, com calma e com a imagem, o plano para o seu cotovelo.

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Atendo em São Paulo e Florianópolis. Avalio cada caso de forma individual, com diagnóstico por imagem e foco em resultado real.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre cotovelo de golfista e de tenista?

É a localização. O cotovelo de tenista (epicondilite lateral) dói no lado de fora do cotovelo; o de golfista (epicondilite medial) dói no lado de dentro. Os mecanismos são parecidos: sobrecarga dos tendões, com degeneração mais do que inflamação.

Preciso jogar golfe para ter?

Não. Como no cotovelo de tenista, a maioria dos casos aparece em quem faz movimentos repetidos de pegada, força e flexão do punho no trabalho ou em casa. O nome é só popular.

Qual o tratamento?

Principalmente conservador: ajuste das atividades que doem, fortalecimento progressivo do antebraço, fisioterapia e controle da dor. A recuperação exige paciência, porque é um tendão se recuperando. A cirurgia é exceção.

A infiltração é indicada aqui?

Com cautela, porque nessa região passa o nervo ulnar, bem próximo. Quando indicada, a orientação por ultrassom é especialmente importante para tratar o ponto certo e desviar dessa estrutura delicada. Mas o pilar continua sendo o fortalecimento.

Fontes e referências

Este conteúdo foi baseado em fontes médicas reconhecidas:

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Dr. Renan Lederer: Formação e Credenciais

Médico radiologista diagnóstico e intervencionista em doenças do aparelho locomotor (MSK). Formado pela FMRP-USP, com residência em Radiologia na EPM-Unifesp e Fellow em Musculoesquelético no HC-USP (INRAD e IOT). Atua como Radiologista MSK no Hospital Albert Einstein e como Intervencionista no Hospital da Luz, com prática clínica orientada por evidências científicas.

Formação e atuação

  • Graduação em Medicina pela FMRP-USP (2016)
  • Residência em Radiologia e Diagnóstico por Imagem (EPM-Unifesp)
  • Fellow em Radiologia Musculoesquelética (HC-USP — INRAD e IOT)
  • Radiologista MSK no Hospital Albert Einstein
  • Radiologia do Esporte com a Confederação Brasileira de Rugby (CBRU)

Autor e Revisor: todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Renan Lederer, garantindo informações precisas e atualizadas.

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