A epicondilite medial, ou cotovelo de golfista, é a sobrecarga e a degeneração dos tendões que se prendem na parte de dentro do cotovelo, responsáveis por fletir o punho e os dedos. Causa dor no lado interno do cotovelo, que piora ao apertar, torcer ou levantar peso. Assim como o cotovelo de tenista (que é do lado de fora), atinge muito mais gente do que golfistas. O tratamento é principalmente conservador, com fortalecimento progressivo e paciência.
Todo mundo já ouviu falar do cotovelo de tenista. Mas existe um primo menos famoso e igualmente incômodo: o cotovelo de golfista, que dói no lado de dentro do cotovelo. E, assim como o outro, ele não escolhe atletas: pega quem faz força de pegada e flexão do punho no dia a dia.
Neste texto explico o que diferencia os dois, por que esse tendão dói e por que a pressa pela cirurgia quase nunca se justifica.
Mesma história, lado oposto
Na parte de dentro do cotovelo, os tendões que fletem o punho e os dedos se prendem num ponto comum. Sobrecarregados de forma repetida, eles sofrem microlesões e degeneração. É o espelho do cotovelo de tenista, que acontece do lado de fora. Apesar do sufixo 'ite', o problema é mais de desgaste do que de inflamação.
O que ajuda de verdade
- Ajustar as atividades que disparam a dor, sem parar completamente de usar o braço.
- Fortalecimento progressivo do antebraço, o pilar do tratamento moderno.
- Fisioterapia e controle da dor para sustentar a reabilitação.
Atenção a um detalhe: bem ao lado desse ponto passa o nervo ulnar. Por isso, quando uma infiltração é indicada, a orientação por ultrassom é ainda mais importante para tratar com precisão e segurança.
Se a dor no lado de dentro do cotovelo anda atrapalhando seus gestos, ela tem tratamento e quase sempre sem cirurgia. Agende uma avaliação e vamos montar, com calma e com a imagem, o plano para o seu cotovelo.