Túnel do tarso: o formigamento na sola do pé que costuma ser confundido com fascite

Queimação, formigamento ou choque na sola do pé, que piora à noite e ao ficar muito tempo em pé? Pode ser compressão de um nervo no tornozelo, e não fascite plantar. Entenda a diferença e o que o ultrassom mostra.

Revisado por Dr. Renan Lederer, CRM 184.995 | RQE 143.358 · Revisado em 21 Ago 2026 · 6 min de leitura

Em resumo

A síndrome do túnel do tarso é a compressão do nervo tibial posterior num canal estreito, na face interna do tornozelo. O sintoma típico não é dor mecânica e sim sensação de queimação, formigamento ou choque na sola do pé e nos dedos, que costuma piorar à noite e depois de muito tempo em pé. É frequentemente confundida com fascite plantar, mas a fascite dói ao pisar nos primeiros passos da manhã e não dá dormência. O ultrassom mostra o nervo, o que o comprime e permite tratar com precisão quando indicado.

Quando alguém chega dizendo que a sola do pé queima ou formiga, principalmente à noite, o raciocínio muda de lugar. Isso não é a linguagem de um tecido sobrecarregado: é a linguagem de um nervo.

Um canal estreito no tornozelo

Na face interna do tornozelo existe uma passagem por onde correm tendões, vasos e o nervo tibial posterior. Quando o espaço diminui ou algo ocupa o lugar dele, o nervo reclama, e a queixa aparece adiante, na sola do pé e nos dedos.

A confusão mais comum

  • Fascite plantar: dói ao pisar, pior nos primeiros passos da manhã, sem dormência.
  • Túnel do tarso: queima, formiga e dá choque, piora à noite e com tempo em pé.
  • As duas podem coexistir, e é por isso que o exame precisa distinguir uma da outra.

Onde o ultrassom ajuda

O exame mostra o nervo ao longo do trajeto, identifica o que o está comprimindo quando existe uma causa visível, e permite comparar com o outro lado. Por ser dinâmico, também dá para testar posições que reproduzem o sintoma.

Sintoma de nervo tratado como sobrecarga costuma render meses de tratamento sem resposta. A pergunta que reorganiza tudo é simples: dói ao pisar, ou formiga mesmo parado?

O que costuma ajudar

  • Ajuste de calçado e de apoio plantar, quando o alinhamento contribui.
  • Controle da carga e das posições que reproduzem o sintoma.
  • Tratar a causa identificada, quando existe uma.
  • Procedimentos guiados por imagem para liberar o nervo em casos selecionados.

Soltar um nervo do tecido que o comprime, com agulha e sob visão direta, é um dos procedimentos que faço nas intervenções guiadas por imagem, região a região. Veja onde atendo.


Se o seu pé formiga e queima em vez de simplesmente doer, o caminho da investigação é outro. Agende uma avaliação e vamos olhar o nervo.

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Atendo em São Paulo e Florianópolis. Avalio cada caso de forma individual, com diagnóstico por imagem e foco em resultado real.

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Perguntas frequentes

Como diferencio de fascite plantar?

A fascite dói ao apoiar o calcanhar, principalmente nos primeiros passos da manhã, e é uma dor mecânica. O túnel do tarso dá sintomas de nervo: queimação, formigamento, choque e dormência, com piora noturna. Um quadro pisa e dói; o outro formiga e queima.

O que costuma comprimir o nervo ali?

Pode ser um cisto, uma veia dilatada, espessamento do próprio retináculo, sequela de trauma ou alteração do alinhamento do pé. Em parte dos casos não se identifica uma causa única, e o quadro se explica pela combinação de fatores.

Qual exame confirma?

O ultrassom avalia bem o nervo e as estruturas ao redor, e é dinâmico, o que permite testar posições. A eletroneuromiografia mede a função do nervo, e ressonância entra quando se busca uma causa que o ultrassom não alcança.

Tem tratamento sem cirurgia?

Na maioria dos casos sim. Ajuste de calçado e de apoio plantar, controle da carga, tratamento da causa quando identificada e, em casos selecionados, procedimentos guiados por imagem para liberar o nervo do que o está comprimindo.

Fontes e referências

Este conteúdo foi baseado em fontes médicas reconhecidas:

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Dr. Renan Lederer: Formação e Credenciais

Médico radiologista diagnóstico e intervencionista em doenças do aparelho locomotor (MSK). Formado pela FMRP-USP, com residência em Radiologia na EPM-Unifesp e Fellow em Musculoesquelético no HC-USP (INRAD e IOT). Atua como Radiologista MSK no Hospital Albert Einstein e como Intervencionista no Hospital da Luz, com prática clínica orientada por evidências científicas.

Formação e atuação

  • Graduação em Medicina pela FMRP-USP (2016)
  • Residência em Radiologia e Diagnóstico por Imagem (EPM-Unifesp)
  • Fellow em Radiologia Musculoesquelética (HC-USP — INRAD e IOT)
  • Radiologista MSK no Hospital Albert Einstein
  • Radiologia do Esporte com a Confederação Brasileira de Rugby (CBRU)

Autor e Revisor: todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Renan Lederer, garantindo informações precisas e atualizadas.

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