Rizartrose: a artrose na base do polegar que dói ao abrir potes e virar a chave

Dor na base do polegar ao pinçar, abrir potes, girar a chave ou torcer um pano? A rizartrose é a artrose dessa articulação, comum sobretudo após os 50. Entenda por que ela acontece e o que ajuda a aliviar sem correr para a cirurgia.

Revisado por Dr. Renan Lederer, CRM 184.995 | RQE 143.358 · Revisado em 05 Ago 2026 · 6 min de leitura

Em resumo

A rizartrose é a artrose da articulação na base do polegar (trapézio-metacarpiana), muito usada em movimentos de pinça e força. Provoca dor ao pinçar, abrir potes, girar a chave e torcer objetos, e é mais comum em mulheres após os 50 anos. A maioria dos casos melhora com órtese, ajuste de atividades e, quando indicado, infiltrações guiadas por imagem. A cirurgia fica reservada aos casos avançados que não respondem ao tratamento conservador.

Tem uma dor que parece pequena, mas atrapalha o dia inteiro: a dor na base do polegar. Ela aparece ao abrir um pote, girar a chave, torcer um pano ou segurar o celular por muito tempo. Quem tem sabe o quanto isso limita gestos que a gente nem percebe que faz.

Essa é a rizartrose, a artrose da articulação na base do polegar. Neste texto explico por que ela dói tanto em coisas simples e o que ajuda a aliviar, quase sempre sem cirurgia.

A articulação mais exigida da mão

A base do polegar (a articulação trapézio-metacarpiana) participa de quase todo movimento de pinça e força. Tanto uso, ao longo dos anos, favorece o desgaste da cartilagem. Por isso a rizartrose é tão comum, principalmente em mulheres a partir dos 50 anos.

Um ponto importante: a intensidade da dor nem sempre combina com o que aparece na imagem. Por isso o tratamento é guiado pelos sintomas e pela função, não só pelo raio-X.

O que ajuda a aliviar

  • Órtese para repousar e estabilizar a base do polegar nos períodos de dor.
  • Ajuste de atividades e adaptações para reduzir a sobrecarga de pinça.
  • Infiltrações guiadas por imagem, quando indicadas, para aliviar a dor com precisão numa articulação pequena.

A articulação na base do polegar é pequena e exige mira: por isso a aplicação entra nas infiltrações guiadas por imagem, região a região. Veja onde atendo.


Se a dor na base do polegar anda limitando a sua mão, saiba que dá para aliviar e recuperar função, na maioria das vezes sem operar. Agende uma avaliação e vamos definir o melhor caminho para o seu caso.

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Atendo em São Paulo e Florianópolis. Avalio cada caso de forma individual, com diagnóstico por imagem e foco em resultado real.

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Perguntas frequentes

Por que a rizartrose dói tanto em gestos simples?

Porque a base do polegar é uma das articulações mais exigidas da mão: participa de quase todo movimento de pinça e força. Com o desgaste da cartilagem, esses gestos do dia a dia passam a doer, como abrir potes, girar a chave ou torcer um pano.

Quem tem mais rizartrose?

É mais comum em mulheres, geralmente a partir dos 50 anos, e em quem faz muito uso de força de pinça. Há também um componente hereditário. Nem sempre a intensidade da dor combina com o que se vê na imagem.

Tem tratamento sem cirurgia?

Sim, e é o caminho na maioria dos casos: órtese para repousar a articulação, ajuste de atividades, fortalecimento e, quando indicado, infiltrações guiadas por imagem para aliviar a dor. A cirurgia entra só nos casos avançados e refratários.

Por que infiltrar guiado por imagem nessa articulação?

Porque é uma articulação pequena e o alvo é preciso. A orientação por ultrassom garante que o medicamento chegue ao lugar certo, com mais segurança e eficácia do que a aplicação às cegas.

Fontes e referências

Este conteúdo foi baseado em fontes médicas reconhecidas:

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Dr. Renan Lederer: Formação e Credenciais

Médico radiologista diagnóstico e intervencionista em doenças do aparelho locomotor (MSK). Formado pela FMRP-USP, com residência em Radiologia na EPM-Unifesp e Fellow em Musculoesquelético no HC-USP (INRAD e IOT). Atua como Radiologista MSK no Hospital Albert Einstein e como Intervencionista no Hospital da Luz, com prática clínica orientada por evidências científicas.

Formação e atuação

  • Graduação em Medicina pela FMRP-USP (2016)
  • Residência em Radiologia e Diagnóstico por Imagem (EPM-Unifesp)
  • Fellow em Radiologia Musculoesquelética (HC-USP — INRAD e IOT)
  • Radiologista MSK no Hospital Albert Einstein
  • Radiologia do Esporte com a Confederação Brasileira de Rugby (CBRU)

Autor e Revisor: todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Renan Lederer, garantindo informações precisas e atualizadas.

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