Bursite trocantérica: a dor na lateral do quadril que piora ao deitar de lado

Dor na parte de fora do quadril, que incomoda ao subir escada, ficar muito tempo em pé e principalmente ao deitar daquele lado? Costuma ser dor do trocânter maior, e nem sempre é bursite de verdade. Entenda o que a imagem mostra e o que ajuda.

Revisado por Dr. Renan Lederer, CRM 184.995 | RQE 143.358 · Revisado em 10 Ago 2026 · 6 min de leitura

Em resumo

A dor na lateral do quadril costuma vir do trocânter maior, e hoje se sabe que na maioria das vezes o problema não é a bursa inflamada, e sim os tendões do glúteo médio e mínimo, que se inserem ali. Por isso o nome atual é síndrome dolorosa do trocânter maior. O quadro típico é dor ao deitar sobre o lado afetado, ao subir escada e ao ficar muito tempo em pé. O ultrassom mostra o tendão e a bursa, e o tratamento começa com ajuste de carga e fortalecimento; a infiltração guiada entra quando a dor impede a reabilitação.

Tem uma dor que costuma aparecer no fim do dia e atrapalhar justamente a hora de descansar: a dor na parte de fora do quadril, que incomoda ao deitar daquele lado. Muita gente chega dizendo que tem bursite. Quase sempre a história é um pouco diferente.

O nome mudou, e o motivo é bom

Durante anos, tudo que doía ali era chamado de bursite trocantérica. Hoje o termo mais usado é síndrome dolorosa do trocânter maior, porque na maioria dos casos o problema começa nos tendões do glúteo médio e mínimo, que se inserem no osso nessa região. A bursa costuma estar reagindo, não comandando.

A diferença não é só de vocabulário. Ela muda o tratamento: tendão sobrecarregado pede ajuste de carga e fortalecimento, e não repouso indefinido.

Quando desconfiar

  • Dor ao deitar sobre o lado afetado, que costuma acordar à noite.
  • Piora ao subir escada, levantar da cadeira ou ficar muito tempo em pé.
  • Dor que fica na lateral e às vezes desce pela coxa, mas não passa do joelho.
  • Sensibilidade ao apertar o osso saliente na lateral do quadril.

Onde a imagem entra

O ultrassom resolve a maior parte das dúvidas: mostra a espessura e a integridade dos tendões, a presença de líquido na bursa e permite comparar com o lado que não dói. Como é dinâmico, também dá para testar a dor durante o exame, o que ajuda a confirmar se a origem é ali mesmo.

Achado de imagem não é diagnóstico sozinho. Bursa com líquido em quem não tem dor é comum. O que fecha o raciocínio é o encontro entre o que a imagem mostra e o que o exame clínico reproduz.

O que costuma ajudar

  • Ajuste de carga: reduzir o que dispara a dor sem parar de se mover.
  • Fortalecimento do glúteo, que é o que sustenta o resultado a longo prazo.
  • Mudanças simples de hábito, como o travesseiro entre os joelhos para dormir.
  • Infiltração guiada por imagem quando a dor está impedindo a reabilitação.

A aplicação nessa região exige mira: a bursa e o tendão ficam próximos e o alvo muda conforme o achado. Por isso ela entra nas infiltrações guiadas por imagem, região a região. Veja onde atendo.


Se a dor na lateral do quadril está atrapalhando seu sono, ela tem explicação e tem tratamento. Agende uma avaliação e vamos entender de onde ela vem.

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Atendo em São Paulo e Florianópolis. Avalio cada caso de forma individual, com diagnóstico por imagem e foco em resultado real.

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Perguntas frequentes

É bursite mesmo?

Na maioria dos casos, não é só isso. A bursa costuma estar reagindo a um tendão sobrecarregado, o do glúteo médio ou mínimo. Tratar apenas a bursa e ignorar o tendão explica boa parte das recaídas.

Por que dói mais quando deito daquele lado?

Porque o peso do corpo comprime a região do trocânter contra o colchão. Dormir com um travesseiro entre os joelhos costuma aliviar, e essa resposta simples já é uma pista diagnóstica.

Preciso de ressonância?

Nem sempre. O ultrassom avalia bem tendão e bursa, é dinâmico e permite comparar com o outro lado. A ressonância fica para casos duvidosos, suspeita de rotura extensa ou quando se cogita cirurgia.

A infiltração resolve?

Ela costuma reduzir bastante a dor e abrir espaço para a reabilitação, que é o que sustenta o resultado. Infiltrar sem fortalecer o glúteo tende a trazer a dor de volta em alguns meses.

Fontes e referências

Este conteúdo foi baseado em fontes médicas reconhecidas:

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Dr. Renan Lederer: Formação e Credenciais

Médico radiologista diagnóstico e intervencionista em doenças do aparelho locomotor (MSK). Formado pela FMRP-USP, com residência em Radiologia na EPM-Unifesp e Fellow em Musculoesquelético no HC-USP (INRAD e IOT). Atua como Radiologista MSK no Hospital Albert Einstein e como Intervencionista no Hospital da Luz, com prática clínica orientada por evidências científicas.

Formação e atuação

  • Graduação em Medicina pela FMRP-USP (2016)
  • Residência em Radiologia e Diagnóstico por Imagem (EPM-Unifesp)
  • Fellow em Radiologia Musculoesquelética (HC-USP — INRAD e IOT)
  • Radiologista MSK no Hospital Albert Einstein
  • Radiologia do Esporte com a Confederação Brasileira de Rugby (CBRU)

Autor e Revisor: todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Renan Lederer, garantindo informações precisas e atualizadas.

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