Dedo em gatilho: quando o dedo trava ao dobrar e 'estala' para voltar

O dedo trava dobrado e precisa de um 'estalo' para voltar a esticar, às vezes com dor na palma da mão? É o dedo em gatilho. Entenda por que acontece e por que a infiltração guiada costuma resolver na maioria dos casos.

Revisado por Dr. Renan Lederer, CRM 184.995 | RQE 143.358 · Revisado em 27 Jul 2026 · 5 min de leitura

Em resumo

O dedo em gatilho é o travamento de um dedo ao dobrar, que precisa de um 'estalo' para voltar a esticar, muitas vezes com dor na base do dedo, na palma da mão. Acontece por um espessamento na região onde o tendão passa por uma polia, dificultando o deslizamento. É comum em quem faz movimentos repetidos de pinça e em diabéticos. A infiltração guiada por imagem costuma ser bastante eficaz, e a cirurgia fica para os casos que não respondem.

É uma sensação estranha e incômoda: você dobra o dedo e ele trava. Para esticar de novo, precisa forçar até dar um 'estalo', às vezes com uma dor na base do dedo, na palma da mão. De manhã costuma ser pior, com o dedo mais preso.

Isso é o dedo em gatilho. Neste texto explico por que ele acontece e por que, na maioria das vezes, ele resolve sem cirurgia.

Um tendão que perde o deslizamento

Os tendões que dobram os dedos deslizam por pequenos túneis chamados polias. Quando a polia ou o tendão espessam, esse deslizamento trava, e o dedo fica preso na posição dobrada até um esforço extra liberá-lo. É comum em quem usa muito a força de pinça e em diabéticos.

Por que a infiltração guiada funciona tão bem

A infiltração guiada por ultrassom permite depositar o medicamento exatamente na região da polia, desinflamando e liberando o deslizamento do tendão. Como o alvo é pequeno e cercado de estruturas delicadas, ver a agulha em tempo real faz diferença na eficácia e na segurança.

A boa notícia: a maioria dos casos melhora sem cirurgia, com repouso relativo, órtese quando indicada e a infiltração guiada no ponto certo.


Se algum dedo anda travando ao dobrar, não precisa conviver com isso. Agende uma avaliação e, com o ultrassom, vamos tratar o ponto certo para o seu dedo voltar a se mover livre.

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Atendo em São Paulo e Florianópolis. Avalio cada caso de forma individual, com diagnóstico por imagem e foco em resultado real.

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Perguntas frequentes

Por que o dedo trava e estala?

O tendão que dobra o dedo desliza por uma espécie de túnel, chamado polia. Quando o tendão ou a polia espessam, o deslizamento fica preso, o dedo trava dobrado e precisa de um esforço extra, o 'estalo', para voltar a esticar.

Quem tem mais dedo em gatilho?

Pessoas que fazem movimentos repetidos de pinça e força com as mãos, além de diabéticos e de quem tem outras tendinopatias da mão. É mais comum em mulheres e costuma aparecer após a meia-idade.

A infiltração resolve o dedo em gatilho?

Na maioria dos casos, sim. A infiltração guiada por imagem no local certo costuma desinflamar a região e liberar o deslizamento do tendão, com boa taxa de melhora. A cirurgia fica reservada aos casos que não respondem ou que recidivam.

Por que guiar a infiltração por ultrassom?

Porque o alvo é pequeno e cercado por estruturas importantes. O ultrassom mostra a polia e o tendão em tempo real, permitindo colocar o medicamento no ponto exato, com mais segurança e eficácia.

Fontes e referências

Este conteúdo foi baseado em fontes médicas reconhecidas:

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Dr. Renan Lederer: Formação e Credenciais

Médico radiologista diagnóstico e intervencionista em doenças do aparelho locomotor (MSK). Formado pela FMRP-USP, com residência em Radiologia na EPM-Unifesp e Fellow em Musculoesquelético no HC-USP (INRAD e IOT). Atua como Radiologista MSK no Hospital Albert Einstein e como Intervencionista no Hospital da Luz, com prática clínica orientada por evidências científicas.

Formação e atuação

  • Graduação em Medicina pela FMRP-USP (2016)
  • Residência em Radiologia e Diagnóstico por Imagem (EPM-Unifesp)
  • Fellow em Radiologia Musculoesquelética (HC-USP — INRAD e IOT)
  • Radiologista MSK no Hospital Albert Einstein
  • Radiologia do Esporte com a Confederação Brasileira de Rugby (CBRU)

Autor e Revisor: todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Renan Lederer, garantindo informações precisas e atualizadas.

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