O dedo em gatilho é o travamento de um dedo ao dobrar, que precisa de um 'estalo' para voltar a esticar, muitas vezes com dor na base do dedo, na palma da mão. Acontece por um espessamento na região onde o tendão passa por uma polia, dificultando o deslizamento. É comum em quem faz movimentos repetidos de pinça e em diabéticos. A infiltração guiada por imagem costuma ser bastante eficaz, e a cirurgia fica para os casos que não respondem.
É uma sensação estranha e incômoda: você dobra o dedo e ele trava. Para esticar de novo, precisa forçar até dar um 'estalo', às vezes com uma dor na base do dedo, na palma da mão. De manhã costuma ser pior, com o dedo mais preso.
Isso é o dedo em gatilho. Neste texto explico por que ele acontece e por que, na maioria das vezes, ele resolve sem cirurgia.
Um tendão que perde o deslizamento
Os tendões que dobram os dedos deslizam por pequenos túneis chamados polias. Quando a polia ou o tendão espessam, esse deslizamento trava, e o dedo fica preso na posição dobrada até um esforço extra liberá-lo. É comum em quem usa muito a força de pinça e em diabéticos.
Por que a infiltração guiada funciona tão bem
A infiltração guiada por ultrassom permite depositar o medicamento exatamente na região da polia, desinflamando e liberando o deslizamento do tendão. Como o alvo é pequeno e cercado de estruturas delicadas, ver a agulha em tempo real faz diferença na eficácia e na segurança.
A boa notícia: a maioria dos casos melhora sem cirurgia, com repouso relativo, órtese quando indicada e a infiltração guiada no ponto certo.
Se algum dedo anda travando ao dobrar, não precisa conviver com isso. Agende uma avaliação e, com o ultrassom, vamos tratar o ponto certo para o seu dedo voltar a se mover livre.