A tendinite do manguito rotador é a inflamação ou degeneração dos tendões que estabilizam e movem o ombro, sendo a causa mais comum de dor na região. Provoca dor ao levantar o braço, ao deitar sobre o ombro e ao fazer movimentos acima da cabeça. O ultrassom é excelente para avaliar esses tendões em movimento e, quando indicado, permite tratar com infiltração guiada exatamente no ponto certo, preservando o que está saudável ao redor.
Levantar o braço para pegar algo na prateleira e travar de dor. Acordar de madrugada porque deitou sobre o ombro errado. Evitar pentear o cabelo com aquele braço. Se você se reconhece, é bem provável que o problema esteja no manguito rotador, a causa mais comum de dor no ombro.
Neste artigo vou explicar o que é esse conjunto de tendões, por que ele dói e como o ultrassom ajuda tanto a entender o problema quanto a tratá-lo com precisão.
O que é o manguito rotador
O manguito rotador é formado por quatro tendões que envolvem a cabeça do osso do braço e funcionam como um capacete que estabiliza o ombro. São eles que permitem levantar, girar e controlar o braço com precisão. Por trabalharem o tempo todo e num espaço apertado, esses tendões estão sujeitos a inflamação, desgaste e, com o tempo, roturas.
Por que o ombro começa a doer
- Sobrecarga e repetição: movimentos acima da cabeça no trabalho, na academia ou no esporte.
- Idade: os tendões perdem elasticidade e qualidade com o passar dos anos.
- Bursite associada: a inflamação da bursa, uma bolsa que reduz o atrito, costuma andar junto e amplifica a dor.
- Postura e fraqueza muscular: desequilíbrios que aumentam o atrito dos tendões dentro do ombro.
Dor para erguer o braço e dor ao deitar sobre o ombro à noite são as duas queixas mais clássicas. Quando elas aparecem juntas, o manguito rotador é quase sempre o suspeito número um.
O papel do ultrassom no ombro
Aqui entra uma vantagem importante do ultrassom: ele avalia os tendões em movimento. Consigo pedir que o paciente mova o braço e observar, em tempo real, como o tendão desliza, onde ele está inflamado e se há rotura. É rápido, não usa radiação e, muitas vezes, é feito na própria consulta, agilizando o diagnóstico.
Do diagnóstico ao tratamento, na mesma agulha
Quando o tratamento conservador não basta, a infiltração guiada por ultrassom permite levar o medicamento exatamente ao ponto inflamado, como a bursa ou a região do tendão, sem atingir o que está saudável. A maioria dos casos de tendinite e bursite responde bem a essa abordagem, combinada com reabilitação. A cirurgia fica para as roturas significativas ou para quem não melhora com o tratamento correto.
Dor no ombro que não passa não é algo para conviver e esperar 'resolver sozinho'. Com o diagnóstico certo, a maioria dos casos melhora sem cirurgia. Agende uma avaliação e vamos olhar o seu ombro com calma, com o ultrassom ao nosso lado.